sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Tudo sobre casas de madeira (burocracia)





O enquadramento legal de uma casa pré-fabricada, casa de madeira ou casa modular é, em Portugal, o mesmo de uma casa dita "normal".
Se pretende construir casa, seja casa de férias ou a sua residência permanente, deverá sempre efectuar o licenciamento da mesma junto da Camara Municipal onde se encontra o terreno e, caso o terreno esteja em RAN ou REN, deverá primeiramente obter o parecer positivo para a construção junto da REN/RAN.

As leis de consulta obrigatória são: Decreto de Lei 555/99 e as alterações introduzidas na Lei 60/2007

Seja uma casa em madeira, uma casa modular, uma casa pré-fabricada, ou uma casa "normal", o licenciamento é obrigatório e as leis comuns, diferenciando apenas o método de construção e não a construção em si.

Os possíveis enquadramentos legais a que um terreno para construção de casa poderá estar sujeito são os seguintes:

RAN – Rede agrícola nacional
REN – Rede ecológica nacional
POAP - Planos de ordenamento das áreas protegidas (Parque nacional, reserva natural, Parque Natural e paisagem protegida).
PROOT – Plano regional de ordenamento do território
POOC - Plano de ordenamento da orla costeira
PDM – Plano director municipal
PU – Plano de urbanização
PP – Plano de pormenor



O licenciamento habitacional no âmbito da construção ou da utilização de imóveis é obrigatório nas seguintes situações:
•Novos edifícios, reconstrução, ampliação e alteração;
•Reparação, demolição e alteração da topografia.




Estão dispensadas de licenciamento:
•As obras de simples conservação, restauro, reparação ou limpeza, quando não impliquem modificação da estrutura das fachadas, da forma dos telhados, da natureza e da cor dos materiais de revestimento exterior;
•As obras da iniciativa das autarquias locais desde que previamente aprovadas pela Câmara Municipal;
•As obras promovidas pela administração directa ou indirecta do Estado;
•As obras no interior de edifícios não classificados ou em fracções autónomas, quando não impliquem modificações da estrutura resistente das edificações, das fachadas, da forma dos telhados, das cérceas, do número de pisos ou aumento do número de fogos.

Para a realização deste tipo de obras deve, no entanto, ser apresentada à Câmara Municipal, com 30 dias de antecedência, uma informação instruída com as peças escritas e/ou desenhadas imprescindíveis, assinadas por técnico legalmente habilitado e acompanhada de um termo de responsabilidade.



A Licença de Construção visa configurar a construção ou a obra com as normas técnicas de edificação e, também, com os instrumentos de planeamento territorial que porventura existam, tais como:


•Plano de Pormenor;
•Alvará de Loteamento;
•Plano de Urbanização;
•Plano Director Municipal.

Processo de Licenciamento:
O pedido de licenciamento de construção tem que ser processualmente enquadrado conforme o local em que se integra seja:

- Área abrangida por Plano de Pormenor ou Alvará de Loteamento;
- Área abrangida por Plano de Urbanização;
- Área abrangida por Plano Director Municipal;
- Área não abrangida por Plano Municipal de Ordenamento do Território ou Alvará de Loteamento;
- Obras cujo processo carece de aprovação da Administração Central.



Instrução do Processo:

Qualquer pedido de licenciamento deve ser instruído com o Projecto de Arquitectura, que inclui:
- Memória descritiva;
- Plantas;
- Cortes;
- Alçadas;
- Pormenores de execução.

O Projecto de Arquitectura será apreciado tendo em conta, não só, a conformidade do mesmo com o(s) instrumento(s) de planeamento territorial existente(s) mas, também, com outras normas legais e regulamentares aplicáveis e com o aspecto exterior dos edifícios e sua inserção no ambiente urbano e na paisagem.


Se o edifício ficar sujeito a propriedade horizontal, o Projecto de Arquitectura deve ainda incluir:


•Discriminação das partes do edifício correspondentes às várias fracções e das partes comuns, de modo a que estas fiquem devidamente individualizadas;
•Valor relativo de cada fracção expresso em percentagem ou permilagem do valor real do prédio;
•Demais elementos necessários para a constituição de propriedade horizontal.



Aprovado o Projecto de Arquitectura, deverão ser apresentados os projectos de especialidades (estabilidade, alimentação e distribuição de energia eléctrica, instalação de gás, redes interiores de água e esgotos, instalações telefónicas, isolamento térmico, chaminés de ventilação e exaustão de fumos ou gases de combustão, ascensores para transporte de pessoas e mercadorias, etc.).



Ou seja, se a entidade administrativa não der resposta dentro dos prazos previstos na lei, o seu silêncio corresponde a um consentimento implícito, que se traduz na aprovação imediata do pedido.

•Licença de Utilização:
Concluída a obra executada ao abrigo de Alvará de Licença de Construção, será passado pela Câmara Municipal, a requerimento do interessado e após vistoria da obra, o Alvará de Licença de Utilização que comprova a conformidade com o projecto aprovado e condicionantes do licenciamento.

O requerimento para emissão da licença e respectivo Alvará de Utilização deve ser acompanhado de uma declaração do técnico responsável pela direcção da obra, desde que este possua formação e habilitação legal para assinar projectos, comprovando a conformidade da obra com os condicionamentos do licenciamento e com o uso previsto na Licença de Construção.

Se não existir esta declaração do técnico ou se, apesar dela, ocorrerem suspeitas quanto à conformidade da obra, terá lugar uma vistoria por técnicos designados pela Câmara, nos 45 dias seguintes ao requerimento da licença.

Se este prazo for ultrapassado sem a vistoria se realizar, considera-se que há deferimento tácito do pedido de licença, devendo o interessado requerer a emissão do respectivo alvará.

Se, por outro lado, a vistoria vier a ter lugar no prazo previsto com aprovação unânime pelos técnicos, o alvará deverá ser emitido no prazo de cinco dias, sob pena de se considerar igualmente um deferimento tácito.

Minuta contrato de trespasse

Contrato de Trespasse
Entre:
Primeiro:
Nome, estado civil, portador do B.I. nº ......, datado de ....., emitido pelo arquivo de ......, e com o Nº. Contr. ......., residente na ......., Freguesia de ......, concelho de ......, adiante designado por Primeiro Contraente;
Segundo:
Nome, estado civil, portador do B.I. nº ......, datado de ....., emitido pelo arquivo de ......, e com o Nº. Contr. ......., residente na ......., Freguesia de ......, concelho de ......, adiante designado por cedente, adiante designada por Segundo Contraente;
Terceiro (Senhorio):
Nome, estado civil, portador do B.I. nº ......, datado de ....., emitido pelo arquivo de ......, e com o Nº. Contr. ......., residente na ......., Freguesia de ......, concelho de ......, adiante designado por cedente, adiante designada por Terceiro Contraente;
Considerando que:
- o 1º contraentre é proprietário e legímo possuidor do estabelecimento comercial destinado a ....., situado na fracção autónoma designada pela letra «...», correspondente ao ... andar do prédio urbano sito na Rua ...., nº ..., freguesia ......., no concelho de Lisboa, inscrito na respectiva matriz sob o art. ......, descrito na 7ª Conservatória do Registo Predial de Lisboa, sob o nº ......, registado a favor do 3º contraente, com o valor tributável de ... euro (ext.).,
- e que o local acima indicado se encontra tomado de arrendamento a (nome e identificação), mediante escritura pública outorgada em (data), lavrada a fls. 11 no livro C do ...º Cartório Notarial de .....,
é celebrado o presente contrato que se rege pelas seguinte cláusulas:

O 1º contraente vende ao 2º contraente, que lhe compra, o direito ao trespasse de estabelecimento comercial acima identificado, que inclui, designadamente, os respectivos móveis, utensílios, mercadorias, alvarás e outras licenças, bem como o correspondente direito de arrendamento, livre de qualquer passivo.

1. O referido trespasse efectua-se pela quantia de … euro (ext.).
2. O pagamento efectuar-se-à da seguinte forma:
a) Nesta data, o 2º contraentre paga ao 1º contraente a quantia de … euro (ext.), que este recebe e da qual dá respectiva quitação;
b) No prazo de 6 meses a contar desta data, o 2º contraente obriga-se a pagar a quantia de Esc. ... euro (ext.) ao 1º contraentre, correspondente ao remanescente que se obriga a aceitar.

O 1º contraente reserva o direito de propriedade do estabelecimento comercial objecto do presente contrato até integral pagamento do preço estipulado.

O 2º contraente obriga-se a comunicar ao senhorio acima identificado a celebração do presente contrato, no prazo de 15 dias a contar desta data, mediante carta registada.

O 3º contraente dá o seu consentimento à transmissão aqui contratada nos termos em que esta é efectuada.

Foro.
(Local), (Data)
Assinaturas

O que significa trespasse?



Trespasse é uma forma de contrato que tem por objetivo a transferência da titularidade de um estabelecimento comercial.





Atenção que o trespasse implica muito mais que a simples compra de uma empresa convém ter muita atenção aos detalhes abaixo indicados.



As dividas assumidas antes do trespasse

Cíveis – contabilizadas – responsabilidade solidaria entre ambos. O vendedor fica responsável solidariamente por um ano. Caso o vencimento da divida seja depois do contrato o prazo começa após o vencimento da divida; caso o vencimento seja antes do contrato o prazo começa na publicação do contrato. Não contabilizadas – responsabilidade do vendedor

Trabalhistas– responsabilidade do alienante e do adquirente do estabelecimento comercial

Tributaria (art. 133 do Código Tributário Nacional) – é decorrente do fato gerador. Se o alienante encerrar sua atividade empresarial após o contrato a responsabilidade é exclusiva do comprador; se o alienante continuar desempenhando atividade jurídica ou cessar por um prazo de 6 meses a atividade jurídica ele é o responsável principal e o comprador possui atividade subsidiaria. Se o adquirente adquirir o estabelecimento comercial em um leilão judicial ele não responde por nenhuma divida anterior. O adquirente recebe os créditos, se ele notificar o credor, sobre a compra do estabelecimento. O comprador assume o lugar do vendedor no contratos comerciais assumidos pelo alienante, estando obrigado a cumprir todos eles. Salvo a locação do imóvel, que estará sujeito a aceitação do dono na substituição. Após o contrato de trespasse o vendedor não pode fazer concorrências com o comprador por um prazo de cinco anos, salvo se não estiver nada estipulado no contrato.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Minuta procuração para gerir imóveis


Procuração escrita e assinada pelo representado, com reconhecimento presencial da letra e assinatura na Conservatória Notarial

PROCURAÇÃO PÚBLICA 

(Nome), casado sob o regime da comunhão de adquiridos com (nome), (morada), Freguesia , Concelho  (ou residência na País), Contribuinte Fiscal n.º_______________ 
constitui seu bastante procurador a (nome do representante) residente (morada), a quem autoriza e concede os plenos poderes necessários para em seu nome e como se presente fosse, assinar contratos de mútuo com instituição bancária, pelo montante e demais condições que entender convenientes.-------------------------------------- 
Iguais poderes lhe confere para assinar as competentes escrituras, pagando o preço e dando quitação e representando-o junto de quaisquer repartições públicas e oficiais, designadamente em Repartições de Finanças, Câmaras Municipais, Conservatórias do Registo Predial e Companhias de Seguros, tudo requerendo, designadamente quaisquer actos de registo, provisórios e definitivos, averbamentos e cancelamentos, praticando e assinando o que necessário for aos fins indicados. Mais lhe confere poderes para movimentar quaisquer contas bancárias, a prazo ou à ordem, assinando recibos ou cheques.--------------- 
Esta procuração é válida pelo período de seis meses.----------------- 

________________________________ 
(Assinatura do representado/ declarante) 

________________________________ 
(Assinatura do funcionário consula

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Minuta de declaração de entrega de valor para reserva de imóvel


Minuta de declaração de entrega de valor  para reserva de imóvel



Recebi de (Nome da pessoa que paga), o valor de (valor pago por extenso), referente ao pagamento de (especificar o que está a pagar, incluindo, se for o caso a referência ao pagamento do principal e acessórios, por exemplo, ao pagamento do arrendamenro do mês de dezembro 2016 do imóvel sito nesta cidade, na Rua tal, n. 321, no Concelho de ................, pelo qual dou plena e geral quitação








(Cidade), _____de __________de _____








______________(assinatura) ______________


(nome completo)

Processo de transação de imóvel




Depois do Contrato de Promessa de Compra e Venda é necessário pagar o Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis (IMT). Este valor depende do preço do imóvel, do tipo de uso que vai dar ao imóvel e do local do mesmo. Também ambas as partes se comprometem a realizar registos provisórios durante o prazo estabelecido no Contrato de Promessa Compra e Venda.
O comprador tem de obrigatoriamente ir aos registos provisórios de aquisição e hipoteca e obter uma Certidão de Teor, para isto deverá deslocar-se à Conservatória do Registo Predial do local do imóvel precisando de levar consigo a Caderneta Predial urbana.

O passo seguinte é a celebração da Escritura da casa. Para realizar o ato precisa de um notário. Este processo completa a transferência de um imóvel do atual proprietário, o vendedor, e o atual
comprador. Para a celebração é preciso o vendedor e o comprador, ou então a representação por parte de um advogado. Poderá ainda, também, ser preciso um representante do banco.


Para terminar à que entregar o registo da Escritura do imóvel na Conservatória do Registo Predial. Para o vendedor que pretenda liquidar o empréstimo poderá dirigir-se ao banco. No final desta operação o Banco emite o “distrate da hipoteca” onde declara que o cliente liquidou definitivamente a dívida pelo que o banco deixa de ter quaisquer direitos sobre o imóvel. Este documento deverá ser entregue à Conservatória para efeitos de cancelamento do registo hipotecário finalizando assim o processo de compra/venda do imóvel.




Documentos para colocar imóvel á venda

Hoje em dia colocar um imóvel á venda exige ter toda a documentação necessária para acelerar o processo. Quando pensa em vender a sua casa convém saber se tem a documentação necessária para o fazer de uma forma rápida e organizada. Por esse motivo e por muitas pessoas não saberem o que é realmente necessário deixo aqui a listagem do que vai precisar para a transação decorrer com normalidade.
São requisitos do contrato-promessa:

- A identificação dos promitentes vendedor e comprador, com indicação do estado civil, residência, número de bilhete de identidade e de contribuinte fiscal de que se é portador;

- A identificação do imóvel, da qual conste a localização, tipologia, existência de partes integrantes ou afectas à fracção ou imóvel (ex.garagem, arrecadação), inscrição matricial e descrição predial;

- O preço da aquisição e a forma de pagamento, o valor do pagamento a título de sinal do qual, através desse instrumento, será dada quitação e a calendarização dos respectivos reforços, se a eles houver lugar;

- Estipulação de que o imóvel será alienado livre de quaisquer ónus ou encargos;

- A data da realização da escritura pública de compra e venda;

- Identificação de sanções no caso de a escritura pública de compra e venda não ser celebrada na data estipulada;

- Licença de utilização ou de construção ou prova de que a mesma foi requerida à Câmara Municipal ou declaração que a substitua.


Escritura:

1. Seguro de Vida e Multirriscos (pode obtê-lo num Banco)

2. Registo provisório de transmissão (da Conservatória do Registo Predial da região do imóvel)

3. Licença de habitação (Câmara Municipal da região do imóvel)

4. Identificação do comprador e vendedor (número de identificação e número de contribuinte)

5. Declaração do capital em dívida na outra Instituição de Crédito, se a transferência for feitas por diferentes Bancos

6. Certidão Matricial

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Prazos para denúncia de contrato de arrendamento

Lei 31/2012, de 14 de Agosto, aprovou o Novo Regime do Arrendamento Urbano, das várias alterações introduzidas destacam-se as seguintes:

Arrendamento sem limites mínimos:
Agora passará a vigorar o prazo acordado entre as partes. Se nada se disser, aplicar-se-á um regime supletivo de 2 anos, automaticamente renováveis. Subsiste ope legis, o prazo de 30 anos como limite máximo para a duração de um contrato com prazo certo.
Quanto à renovação automática, se nada for estipulado em contrário, o contrato com prazo certo renovar-se-à automaticamente no seu termo e por períodos iguais.

Transmissão por morte do Contrato de Arrendamento:
Em caso de morte do arrendatário, o arrendamento será transmitido aos cônjuges, unidos de facto, ascendentes e descendentes directos, mas apenas durante dois anos. Findos estes dois anos, terá de haver renegociação do contrato.
Os beneficiários desta transmissão não poderem ter casa comprada ou arrendada no mesmo concelho ou, no caso de Lisboa e Porto, nos concelhos limítrofes.

Cessação do Contrato de Arrendamento:
Por denúncia
- Se o arrendatário falhar ao pagamento de duas rendas seguidas, poderá o senhorio denunciar o contrato e exigir a desocupação do imóvel no 3.º mês.
- O atraso no pagamento da renda – se o inquilino pagar a renda com mais de oito dias de atraso quatro vezes interpoladas num ano, o senhorio poderá denunciar o contrato.
- Deixa ainda de ser necessário recorrer à via judicial para o senhorio poder denunciar o contrato para demolição ou obras profundas, podendo agora ocorrer também por mera comunicação.
- O arrendatário poderá proceder à denúncia do contrato, a todo o tempo, decorrido 1/3 do prazo de duração inicial ou de renovação, mediante comunicação escrita ao senhorio com as antecedências mínimas seguintes:
a. 120 dias do termo pretendido do contrato, se o prazo deste for igual ou superior a 1 ano;
b. 60 dias do termo pretendido do contrato, se o prazo deste for inferior a 1 ano.
- Nos contratos de duração indeterminada, prevê o artigo 1100.º que após seis meses de duração efectiva do contrato, o arrendatário poderá denuncia-lo, mediante as antecedências mínimas seguintes:
a. 120 dias do termo pretendido do contrato, se, à data da comunicação, este tiver 1 ano ou mais de duração efectiva;
b. 60 dias do termo pretendido do contrato, se, à data da comunicação, este tiver até 1 ano de duração efectiva.

Oposição á renovação
O Senhorio poderá impedir a renovação automática do contrato, mediante comunicação escrita ao arrendatário com as antecedências mínimas seguintes:
a. 240 dias, se o prazo de duração inicial do contrato ou da sua renovação for igual ou superior a 6 anos;
b. 120 dias, se o prazo de duração inicial do contrato ou da sua renovação for igual ou superior a 1 ano e inferior a 6 anos;
c. 60 dias, se o prazo de duração inicial do contrato ou da sua renovação for igual ou superior a 6 meses e inferior a 1 ano;
d. Um 1/3 do prazo de duração inicial do contrato ou da sua renovação tratando-se de prazo inferior a 6 meses.

O arrendatário poderá impedir a renovação automática do contrato, mediante comunicação escrita ao senhorio, com as antecedências mínimas seguintes:
a. 120 dias, se o prazo de duração inicial do contrato ou da sua renovação for igual ou superior a 6 anos;
b. 90 dias, se o prazo de duração inicial do contrato ou da sua renovação for igual ou superior a 1 ano e inferior a 6 anos;
c. 60 dias, se o prazo de duração inicial  do contrato ou da sua renovação for igual ou superior a 6 meses e inferior a 1 ano;
d. Um 1/3 do prazo de duração inicial do contrato ou da sua renovação, tratando-se de prazo inferior a 6 meses.

Procedimento especial de despejo e criação do Balcão Nacional de Arrendamento
- Foi criado um procedimento especial de despejo destinado a agilizar a despejo do arrendatário quando este não desocupe o local arrendado na data prevista.
- Foi também criado o Balcão Nacional de Arrendamento: ao qual o senhorio pode recorrer para notificar o inquilino da desocupação do imóvel devido à falta de pagamento durante 3 meses.
- Em caso de oposição à notificação do Balcão Nacional de Arrendamento, por parte do inquilino será necessário recorrer ao tribunal.

Obras e demolições
- Caso haja necessidade de demolir o edifício ou de obras profundas que obriguem à desocupação, o contrato cessa, com o consequente direito à indemnização, excepto no caso de idade igual ou superior a 65 anos ou de incapacidade superior a 60%, em que há sempre lugar a realojamento em condições análogas.
- Caso haja necessidade de demolir o edifício ou de obras profundas que obriguem à desocupação, o contrato cessa, com o consequente direito à indemnização, excepto no caso de idade igual ou superior a 65 anos ou de incapacidade superior a 60%, em que há sempre lugar a realojamento em condições análogas.

Actualização das rendas
- No que diz respeito à actualização extraordinária das rendas, esta irá assentar numa base negocial: o senhorio deverá propor ao inquilino a nova renda, o qual deverá apresentar uma contraproposta. A média dos valores propostos por ambas as partes servirá para calcular a nova renda. Porém, caso não haja acordo, o senhorio terá a pagar o valor da indemnização para ficar com o imóvel disponível. Esta indemnização será equivalente a 60 rendas  (cinco anos)
Existem todavia situações especiais para as famílias carenciadas e para arrendatário com idade igual ou superior a 65 anos, ou com deficiência com grau de incapacidade superior a 60%.
Uma outra novidade prevista neste diploma é o contrato de seguro de renda., cujo objectivo é conferir uma garantia ao senhorio em caso de incumprimento por parte do arrendatário, quer em caso de não pagamento das rendas quer em caso de cobertura de risco do senhorio se tiver de demandar judicialmente o arrendatário.

Minuta carta de rescisão de contrato arrendamento

Carta Registada C/AR

Assunto: Denúncia do Contrato de Arrendamento

            
Exmos Senhores,

Venho por este meio informar V. Exas que pretendo denunciar o contrato de arrendamento referente ao imóvel sito na Rua X, Nº111, Faro. Mais acrescento que pretendo que a referida denuncia produza os seus efeitos a partir do dia 30 de Janeiro de 2016, dando cumprimento do nº1, alínea a), do art.º 1100 do Código Civil, que obriga a um aviso prévio de cento e vinte dias. No dia 30 de Janeiro de 2016 entregarei em mão a V. Exas as chaves, salvo indicação diferente da parte de V. Exas.

Sem outro assunto de momento, apresento os meus melhores cumprimentos

Investidores estrangeiros. Existem mesmo?

Sabia que o povo brasileiro está a investir em imóveis nacionais? Tem algum imóvel para venda e gostava de saber se existe interesse de investidores estrangeiros? Aqui vamos dar a conhecer algo que se calhar poucos conhecem, " as oportunidades em investidores internacionais".
Portugal tornou-se um "pedacinho do céu" para muitos que procuram um ótimo clima, casas baratas e estar legalizado para viajar em toda a Europa. Pois é, os vistos gold!








Neste momento não são os chineses os que procuram casas para comprar com mais frequência mas sim os brasileiros. A crise econômica que o Brasil atravessa fez com a procura de imóveis por parte dos brasileiros disparasse no nosso país. A seguir aos brasileiros vem os britânicos e depois os franceses.
Mas como onde e quando é que eles compram? Como é que poderá você a nível particular vender a sua casa a um estrangeiro. Não é fácil a nível particular fazer essa venda sem recorrer a uma imobiliária. Para que exista potenciais interessados por norma terá que existir uma plataforma entre o seu imóvel e a pessoa no outro país. É preciso marcar presença em feiras e eventos muito específicos onde saibam falar a língua do cliente para um melhor esclarecimento. Nesses eventos por norma ficam marcadas visitas a um x de imóveis e numa data específica. Nessa data a imobiliária disponibiliza um veículo para os ir buscar ao aeroporto fazerem as visitas oferece as refeições e continuam as visitas e por norma pagam os quartos para pernoitarem e no dia seguinte levar novamente os clientes ao aeroporto.
Mas se você é uma pessoa determinada e não quer recorrer a uma imobiliária tambem existe várias dicas e soluções para que consiga colocar o seu imóvel no mercado estrangeiro. Basta para isso procurar sites classificados tanto portugueses como estrangeiros. Colocar o seu anúncio em português  em inglês e uma outra língua. Pode enviar mail para umas quantas imobiliárias no estrangeiro. Mas atenção que convêm que depois consiga manter uma pequena conversação na língua do cliente ou pode ser recorrer a um (a) tradutor (a).




Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é muito para ser insignificante
By Augusto Branco 😉

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Negociar o valor do imóvel


Pesquise imóveis ao redor
Antes de debater sobre o valor é necessário que você tenha um parâmetro de comparação com os imóveis da região, sabendo se o preço sugerido é alto ou não. Assim, se o valor estiver acima do que pesquisado, mostre a análise ao proprietário ou consultor e use a seu favor na fase de negociação.
Realize uma visita bem atenta
É importante que o comprador tenha os olhos atentos para os minuciosos defeitos encontrados no imóvel, pois na hora da negociação é possível colocar o preço mais baixo do que o combinado dependendo dos problemas encontrados.
Segure o entusiasmo 
Um dos itens fundamentais é nunca demonstrar sua satisfação e interesse pelo imóvel. Muitas vezes no calor da emoção, esse requisito é esquecido mostrando o total interesse pela propriedade. Segure a emoção, os proprietários e consultores analisam isso como uma oportunidade de acrescentar mais “$$$” qualidades enchendo os olhos de quem irá comprar.
Conheça o vendedor 
É importante que você entenda os motivos da venda. Faça perguntas, argumente o quanto achar necessário até se sentir seguro do que esta comprando. Questione como, por exemplo, quais as razões da venda do imóvel? Quem estabeleceu o valor? Faz quanto tempo que está a venda o imóvel?
É importante negociar e sempre contra argumentar, contudo não espere um desconto maior do que oferecido no mercado. Saiba o limite também para não perder o imóvel tão desejado

Vou comprar casa e agora?

Sabia que existe horas indicadas para você fazer uma visita a um imóvel? Sabia que convêm pelo menos duas ou três visitas para tentar perceber se é aquele o imóvel que pretende para si e para a sua família?
É verdade! Se calhar depois de falar mos em alguns dos pontos importantes você  vai aperceber -se que afinal pode fazer toda a diferença.
Antes de tudo e mais nada deverá dirigir-se a uma entidade financeira da sua confiança para fazer simulações de quanto pode e quer gastar na sua renda mensal ao banco. Um conselho: fique sempre com mais de metade do ordenado. Sim, na altura do empréstimo é tudo muito "bonito" depois nos apertos as coisas afinal já não são bem assim. Depois desta fase vem as pesquisas de casas, os contactos, as visitas e finalmente : a casa escolhida!!
Mas até essa casa vencedora existe um processo minucioso e de muita decisão.  Aqui vão  umas dicas na hora da visita:
Tente visitar sempre mais para a noite principalmente se o imóvel não tiver garagem. E porquê?  O estacionamento na zona da casa é caótico? Tem que deixar o carro duas ruas abaixo ou acima? Carros estacionados em cima do passeio? Atenção mais tarde ou mais cedo vai ter uma surpresa
no seu carro. Vai chegar depois de um dia de trabalho e vai stressar para encontrar estacionamento. Compensa???
Outra dica é fazer visita aos fins de semana ou de tarde ou de manhã. Bem os vizinhos podem ser uma peça fundamental na hora da escolha. Imagine ir fazer a visita á casa e a música daquele vizinho é bem alta... aos fins de semana de tarde por norma se existir esse tipo de vizinhos eles aparecem para mostrar que estão lá 😈.
Outra dica é infiltrações, humidade. Por norma quem tem a casa á venda não  quer fazer obras porque vão vende la e quem vier atrás por norma apanha muitas surpresas com a casa vazia. Pois bem tente ao máximo  ( sem ser incómodo ) ver todas as paredes, tecto. Não é que seja grave mas é ótimo para negociar o preço. Mas isto será abordado noutro post.
Se estes pontos estiverem do seu agrado e gostar da casa parabéns!! Encontrou a casa. Agora é avançar com as negociações e respetiva papelada.

Dicas para investir em imóveis

10 Dicas para Investir em Imóveis

1. Investir em terrenos

Investir em terrenos no entorno de grandes capitais é valorização garantida no longo prazo. Isto ocorre porque as cidades estão a expandir-se horizontalmente em ritmo acelerado.
Também existem diversas formas de se investir e lucrar com terrenos no curto e médio prazo. Para construção de condominios ou turismo rural.

2. Investir em imóveis na planta

Nos últimos 4 anos, muitas pessias compraram imóveis na planta pagando apenas 20% a 30% do seu valor para revendê-los 1 ou 2 anos depois do início das obras com enormes ganhos.
Isto é possível com o uso da técnica que permite multiplicar a rentabilidade através de endividamento.
É necessário saber avaliar o imóvel corretamente. Nem todo imóvel na planta é realmente vantajoso quando se pretende vendê-lo antes da entrega das chaves para conseguir lucrar.

3. Investir em imóveis usados

É no meio da lama que encontramos os diamantes. Neste exato momento, milhares de imóveis usados estão encalhados nas imobiliárias. São apartamentos e casas desprezados pelo consumidor final.
O investidor preparado é capaz de identificar estas oportunidades,e descobrir estes imóveis para depois vendê-los com enorme retorno no curto prazo.

4. Investir em imóveis para arrendamento

O segredo do arrendamenro está na escolha correta dos imóveis. Existem ótimas oportunidades em segmentos diferentes como imóveis para habitação , salas comerciais, lojas e hotelaria.
É importante conhecer cada um destes negócios. A melhor opção de investimento em arrendamento pode depender das características da cidade onde você mora e do seu perfil de investidor.

5. Construir imóveis para vender ou alugar

Aqui temos outra máquina de multiplicar patrimônio. Quando você compra um imóvel pronto está a pagar o custo de construção e o lucro de quem construiu. E acredite, este lucro é absurdamente alto.
Eu conheço um pequeno comerciante que antes de se aposentar comprou um terreno em um bairro pobre da cidade. Ele construiu um imóvel de 3 andares com 9 pequenos apartamentos.
Antes das obras terminar, já tinha arrendado os 9 apartamentos . Ele conquistou uma ótima reforma. O investimento garante um retorno superior a 1% ao mês.
Este tipo de investimento é muito praticado pelos investidores.

6. Investir com segurança

Investir em imóveis pode ser arriscado se antes você não investir em conhecimento. Comprar um imóvel não é como comprar um automóvel num stand.
Grandes empresas do mercado estão envolvidas em casos de desrespeito ao consumidor. E o que mais gera estes problemas é a falta de informação. Hoje em dia é barato comprar informação, só não se informa antes de investir quem não quer.

7. O valor de um imóvel depende do seu uso

Existem muitos imóveis próximos de você que estão sendo subutilizados.
Existem imóveis residenciais que são péssimos investimentos se forem adquiridos para uso residencial e ótimos se forem transformados em imóveis comerciais.
A situação contrária também pode acontecer. O investidor informado e preparado é capaz de identificar este tipo de oportunidade difícil de ser percebida pelo consumidor comum.

8. Investir com pouco dinheiro é possível

Você não precisa ter muito dinheiro para investir no mercado imobiliário. Tem até quem invista sem ter nenhum dinheiro através de imóveis financiados e adquiridos através da banca.
A aquisição de lotes dentro de condomínios e imóveis na planta são ótimas estratégias para diversificar seus investimentos em imobilizar muito dinheiro.

9. Investir usando a razão e não a emoção

Enquanto a maioria das pessoas compra imóveis de forma emocional, movidas pelo impulso, pelos apelos visuais e sentimentais, o investidor trabalha racionalmente.
Transformar terrenos cheios de mato em um pedaço do paraíso é a especialidade dos investidores.
Para um investidor preparado não existe imóvel mau, não importa se ele está dentro do bairro mais nobre da cidade. Um bom imóvel para investimento não precisa ser bonito e bem localizado, ele precisa dar lucro.

10. Forme um grupo de investimento

Você tem um amigo advogado? Tem outro amigo que é engenheiro ou arquiteto? Você entende de finanças? Porque você não reúne seus amigos e cria seu próprio fundo de investimentos imobiliários?
Juntos, vocês são grandes e no mercado imobiliário isto faz diferença.
Existem grupos de amigos que se unem para comprar empreendimentos inteiros a preço competitivos devido ao seu poder de conhecimento.
Outros preferem se unir para construir e depois arrendar.
Muitos loteamentos, prédios comerciais e conjuntos habitacionais são fruto de investimentos de pequenos investidores.
Quantas oportunidades você já não perdeu na sua cidade nos últimos anos por falta de conhecimento?
Espero ter ajudado 😊

Vender ou arrendar?

A sua casa já se encontra á venda há bastante tempo? Já não sabe o que fazer? Já pensou no arrendamento mas tem medo de como tudo se processa? E se os inquilinos falham?  São questões pertinentes e com grande peso na hora de decidir. Vamos agora abordar esse assunto de uma maneira simples e directa.
O receio neste ponto é legítimo, infelizmente não sabemos quem são os potenciais interessados, se são  pessoas sérias, se vão perturbar os restantes vizinhos, etc. Aqui vou dar pequenas dicas que feitas corretamente apesar de não ser infalível vão ajudar a salvaguardar a sua posição.
Por vezes á pessoas que acham que pedindo toda a documentação estão a ficar salvaguardados mas não  é bem assim. Imagine que a pessoa ganha 700€ e vai pagar uma renda de 200€ você  vai achar que a pessoa vai pagar sem problemas, errado. Por vezes quem tem mais dinheiro nao quer dizer que seja o mais cumpridor. Então  como pode fazer de uma outra maneira sem ser pedir documentos? Se a pessoa anda á procura de casa para arrendar possivelmente ja teve noutra casa mas por uma ou outra razão quer mudar. Então em vez de documentos peça uma carta de recomendação do anterior senhorio ou pode ser pedir um extrato bancario com outras informacoes devidamente apagadas mas que mostrebos pagamentos de rendas feitos no ultimo ano ao anterior senhorio.
Isso será mais certo do que pedidos de irs recibos e fiadores.
Nunca arrende sem contrato de arrendamento feito perante a lei e com todas as clausulas bem claras para ambas as partes. Hoje em dia nunca conseguirá nunca resolvercontratos por falta de pagamento se não existir contrato e pago nas finanças. Se pensar em fazer sem contrato de arrendamento anteveja problemas bem complicados.
O valor da renda será voce que vai definir mas tenha em atenção que quanto mais pedir mais difícil vai ser pagar e nos dias de hoje as situações de desemprego são uma realidade bem presente no nosso dia a dia. Alguma duvida antes de colocar para arrendamento existe várias entidades que o podem ajudar e pense bem antes de faze lo é uma decisão que deverá ser bem ponderada. Nao se esqueça que todas as despesas de finanças, obras da electricidade de saneamento e condomínio serão da sua responsabilidade.

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